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Urban Music Festival

No dia 29 de maio, último domingo, aconteceu na Arena Anhembi em São Paulo o Urban Music Festival, evento que reuniu grandes nomes do rap, hip hop, R&B entre outros gêneros urbanos. Depois do cancelamento de um dos mais aguardados shows, Cee Lo Green, alguns dias antes, muitos fãs ficaram insatisfeitos e pediram seu dinheiro de volta, mas isso não deixou o festival menos contagiante mesmo na fria São Paulo.

Fotos por Ana Almeida

Rampa montada no festival

Uma das primeiras bandas a se apresentar foi o Anjo dos Becos, ainda no começo do festival, poucas pessoas acompanharam o som da banda paulistana formada em 1989 que mistura ska e skate rock, mas não deixaram o ânimo de lado, Pirata (vocal) desceu do palco, contemplou a galera que estava ali e distribuiu cds da banda.

Pirata

Depois foi a vez do Roots Rock Revolution se apresentar. Um cara no macbook e nas “pickups” (a.k.a. Mexicano) e outro na bateria (a.k.a. Fabio Smeili) agitaram a galera com misturas inusitadas mas muito bem mixadas. A dupla está na ativa desde 2006 e além de terem participado de eventos grandes como o Nokia Trends e o próprio Urban, também tocam na noite de São Paulo: na festa Crew no clube Glória, da Festa CIO no D-edge, na festa Dig IT? e na One Each no Bar Secreto.

Mexicano

Um dos shows mais divertidos foi o do Copacabana Club que lança seu primeiro cd em junho. Abriram com a famosa “Just Do It”, tocaram canções novas e sem nome ainda e fizeram o público dançar. Caca V em um minivestido e Claudinha Bukowsky com sua calça metalizada fizeram jus ao rótulo “alternativo” e descolado de ser da banda.

Caca V e o Copacabana Club

Outras atrações aconteciam ao mesmo tempo além dos shows. O Best Trick PRO, competição de skate que reuniu 10 profissionais para disputar um prêmio de mil reais foi uma das que chamaram mais a atenção de quem estava lá desde as 14h. Zik e Yelow acabaram empatando e dividiram o prêmio.

Participantes do Best Trick PRO

O Grafiiti também se misturou à cena, os artistas Evol, Leiga, Locones, Calle, Caps, Seu José e Pifo foram os convidados a pintar o ralf e um painel.

Evol

A tarde foi caindo e então as atrações principais começaram nos palcos. Primeiro o Technotronic que agitou o grande público que já estava pelos espaços do festival com a sua mais famosa “Pum Up The Jam” e outros hits dos anos 80.

Technotronic

Logo depois DJ King entrou estourando no Palco Street  discotecando clássicos do hip hop levando a galera ao delírio a cada scratch. Para surpresa da galera, às 19h Ja Rule não entrou no Palco Urban, King voltou e discotecou por mais uma hora.

DJ King discotecando

Seguindo o cronograma do festival, às 19h55 Emicida entrou no Palco Street  acompanhado do grupo Instituto, Dj Nyack e Rael da Rima, desabafou ao som de “Fuck You” sobre a dificuldade que passou em sua apresentação no Coachella e criticou o cancelamento de última hora do ex- Gnarls Barkley. Então emendou “E.M.I.C.I.D.A.” fazendo todos cantarem em coro, depois cantou os hits “Rua Augusta”, “Eu Gosto Dela”, “Vacilão” e com a participação de mais convidados (Criolo subiu e cantou “Cerol” e Fabiana Cozza “Quero Ver Quarta-Feira”) fechou sua participação com “Triunfo”.

Participação de Criolo no show do Emicida

Minutos após o show do Emicida, John Legend e The Roots subiram ao Palco Urban. Legend em seu piano acompanhado e acompanhando The Roots nas principais faixas do álbum Wake Up! também cantou alguns de seus hits como “Again” e “Green Light”. Certamente foi a atração principal da noite que fechou o festival de maneira ímpar.

John Legend e The Roots

Poucas pessoas ainda ficaram lá com a esperança de ver o show de Ja Rule, mas o mesmo cancelou sua apresentação alegando que não iria fazer um show para apenas 200 pessoas.