Tyler, The Creator
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Tyler Okonma (mas pode chamar de Wolf Haley, ou Tyler, The Creator) o líder do coletivo de rappers Odd Future, ou se preferir OFWGKTA (Odd Future Wolf Gang Kill Them All), vem chamando atenção na cena do rap gringo. Desde o seu primeiro álbum publicado em 2009 ele vem provocando burburinhos no mundo pop, e agora em julho seu álbum “Goblin”, considerado por alguns o CD mais polemico do ano, chega até as lojas brasileiras.
Tido como é um gênio revolucionário para uns, e por outros como uma farsa que não vai durar nem os 15 minutos de fama. Para mim o melhor é se afastar dos superlativos. O que ele fez até agora é realmente de chamar atenção, pela capacidade de chocar, é realmente algo novo, diferente e desafiador. A polêmica, agressividade e malícia que ele carrega na voz e nas letras casa muito bem com o poder dos beats (que são verdadeiras tijoladas). Mas fica o aviso, o seu som não deve ser ouvido apenas uma vez, a primeira golada pode ser (e será) indigesta. Algumas coisas pareceram sem sentido, sem harmonia, e fudidamente paradoxais. Suas apresentações ao vivo também são um caso a parte, muita energia reunida no palco tornam seus shows mais do que entusiasmados. Quer a prova? Então segura o mega mosh que ele fez no Primavera Sound 2011 em Barcelona. O som tá muito meio estourado, mas é um sacrifício válido. Tyler além de rapper, maloqueiro e twitteiro, também produz todas suas músicas, e várias outras do Odd Future, também dirige os seus videoclipes. No começo do mês, a música “She” ganhou um clipe, e teve uma cara diferente de “Yonkers“. Acredito que amar, ou odiar, Tyler e sua “Wolf Gang” é apenas natural, quem mexe com emoções, paradigmas e pontos sensíveis, está sujeito a isso. Quando ouvi o que esse moleque, de apenas 20 anos, tinha a dizer ainda não sabia o que pensar, mas eu já sabia que não poderia mais ficar alheio ao que vinha a seguir. |











